Wednesday, May 16, 2007
Desde que o samba é samba
Me disseram que só dói porquê tá vivo; propus que matássemos então.
Fui tentar e não consegui, e a pergunta que não quer calar: matar o quê?, ou morremos nós?
Têm coisas que nos compõe, outras que nos são essenciais.
Sim.
Cantando eu mando a tristeza embora.
Sunday, April 08, 2007
"Qual a parte da sua estrada no meu caminho?"
Quanto de egoísmo, ânsia individual pelo poder, desejo de se manter lembrado na história e vaidade humana estão presentes numa guerra? No caso da batalha das Termópilas, o álibi para o enfrentamento começar é a ordem que traz o mensageiro persa aos espartanos: água e terra. Que Esparta ceda território e água ao povo persa.
Conhecida por seu caráter bélico aliado a um forte sentimento patriótico, Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos bons soldados: bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades estatais. O mensageiro, no filme 300, é morto por desafiar e insultar o rei Leônidas. Tivesse ele um pouco mais de tato e menos “desrespeito para com as autoridades e o povo de Esparta”, evitar-se-ia a guerra? Tivesse o povo persa pedido – e não exigido – água e terra, Esparta teria, amistosa e generosamente, atendido à necessidade de seus vizinhos?
Não se pode pautar a História pelo que poderia ter sido, mas qual é a responsabilidade do orgulho e da vaidade humana e das relações pessoais nas relações políticas e em seus desdobramentos? Há grandes tragédias cujo início foi um rompimento diplomático – a própria segunda guerra mundial, por exemplo. Afinal, os governantes são também seres humanos e têm suas paixões, interesses e sentimentos aflorados, questionados e contrariados constantemente.
Além do questionamento sobre a predominância da vaidade e dos interesses individuais sobre os interesses coletivos, o filme de Zack Snyder nos faz pensar nos anacronismos existentes ao se adaptar ao cinema – ou à literatura, ou mesmo ao analisar academicamente – épocas históricas tão distantes da atual. Um exemplo disso é a dor expressa pela mãe de uma criança quando, aos sete anos, esta deixa os cuidados da mãe para viver sob a orientação do Estado, que tinha professores especializados para educar seus cidadãos desde pequenos (Hoje, inclusive, eu diria que o ditado “É de pequeno que se torce o pepino” é bem aplicado e diz muito sobre a educação espartana). Os jovens levavam vidas muito austeras, vivendo em pequenos grupos, realizando exercícios de treino com armas e aprendendo as táticas bélicas de formação.
A dor maternal, entretanto, é fruto da interpretação de nossa sociedade atual do fato. Porque em Esparta, essa separação aos sete anos de idade era costume. Os costumes são raramente questionados e, por seu caráter universal e existente na consciência coletiva da população, são facilmente aceitados e naturalizados. Assim, não há porque a mãe do menino sofrer por não mais conviver com seu filho: seus laços não são estabelecidos da mesma maneira como o são os nossos, atualmente. O amor – no caso, o maternal – e a afeição, como construções sociais e culturais, são diferentes entre sociedades e entre épocas.
Problematizações históricas à parte, não se deve esquecer que o filme é belíssima adaptação cinematográfica da história em quadrinhos de Henry Miller, a qual retratou o caráter mítico adquirido pela batalha dos 300 homens de Esparta. Seja por vaidade, orgulho, segurança ou patriotismo; seja por motivos coletivos ou individuais, os 300 cidadãos/homens/soldados espartanos “saíram da vida para entrar na História”.
Saturday, March 24, 2007
Sobre o ser e o estar
O verbo ser não existe em tupi. Talvez porque eles tenham consciência da pretensão que o verbo exprime e, ao mesmo tempo, de sua comodidade. O que é, é. Permanentemente. O verbo ser expressa uma certeza, necessária a uma certa serenidade – ainda que aparente e ilusória – buscada pelo ser humano na nossa sociedade ocidental capitalista, onde definições são procuradas e distribuídas. Entretanto, o ser é pautado pelo ter: o que se pode consumir é aquilo que define o ser, aparentemente para a vida toda – que acaba por tornar-se um acúmulo de definições vitalícias que se superpõem mas não necessariamente se substituem.
Na nossa gramática, o verbo ser define as frases subordinativas. Ele compõe, essencialmente, a oração principal. Assim, exprime-se uma lógica hierarquizada, na qual o ser exige um predicado e, no momento em que esse predicado é definido, a limitação pautada por ele é gigante. No momento em que se passa a ser, deixa-se de ser, também, o que outrora poderia tornar-se. Na vida social, deixa de ser verbo de ligação para ser verbo intransitivo.
Mas se o verbo ser não existe em tupi, é porque a existência não é pautada por definições permanentes e excludentes. Expressa-se não a essência das coisas, mas o seu estado: o uso crucial e comum é o do verbo estar. As situações parecem se caracterizar como mais flexíveis e passíveis de adjetivações flutuantes. Não se é; está-se. O estar passa a definir momentos, talvez com maior relatividade de classificações e sem receios de atitudes das quais não se possa desprender ou arrepender-se.
Se na nossa sociedade, percebe-se, o ser é definido pelo ter, e este nos define essencial e imutavelmente, há que se lutar contra esses tipos de aprisionamentos e defender uma sociedade na qual o ser seja flutuante e não deposite em si tanta responsabilidade. Uma sociedade na qual o estar assuma a intransitividade. Onde as pessoas não sejam definidas pelo que possuem; onde as pessoas não sejam definidas, sejam apenas sentidas em seus diferentes estados de estar. Onde o verbo ser conste apenas no dicionário, com explicações ininteligíveis e impossíveis de serem compreendidas, numa sociedade onde não se é. Está-se.
Saturday, March 10, 2007
"Meu grito inimigo é: cê foi mó rata comigo"
Wednesday, February 21, 2007
Moralmente estafado
Tem gente que acredita que tem um pássaro, uma tal de fênix, que renasce delas.
Eu não sei se acredito.
Monday, February 05, 2007
C.R.A.Z.Y. diamond, shine on
I'm stepping through the door,
A coragem de olhar o mundo sob outro ponto de vista, expressa especialmente nesse trecho de “Space Oddity”, de David Bowie, é um dos assuntos predominantes em “C.R.A.Z.Y. - Loucos de amor”, de Jean-Marc Vallée. Zachary Beaulieu, quando dubla o clássico de Bowie – em fase Ziggy Stardust, no auge dos anos 1970 – vestido e maquiado como tal, escancara-se ao mundo – ou ao menos à sua vizinhança – por ter deixado aberta a janela do quarto, palco principal das epifanias adolescentes.
O garoto é o sétimo filho da família Bealieu, mas tem quatro irmãos – três foram abortados. E de acordo com as superstições canadenses – que têm suas correspondentes na cultura brasileira, como o mito bem divulgado em histórias do Chico Bento, de Maurício de Souza, de que o sétimo filho tende a tornar-se lobisomem –, sua mãe acredita que ele tem um dom. Soma-se a isso o nascimento do menino no dia 25 de dezembro e sua capacidade de acalmar o choro dos bebês com cólicas quando os segura.
Nascer no Natal é experiência traumática para as crianças, desde cedo imersas na lógica capitalista: é o fim do mundo receber apenas um presente no combo “Natal+aniversário” enquanto todos os amigos recebem dois ao longo do ano. Como se não bastasse, não é permitido a um menino ganhar um carrinho de bonecas. Pergunta-se a uma menina porque ela ganha bonecas, e não bola de futebol. Ela responde, naturalizando: “Porque eu gosto de bonecas. E bola é coisa de menino.” E ela não deve gostar de “coisas de menino”. Poda-se o interesse genuíno e inocente de menino por bonecas. No filme, o pai de Zac tenta contornar a situação, dando-lhe de presente uma vitrola, um banjo, uma bateria... E vê-se formada a banda completa antes mesmo do garoto completar dez anos de idade.
Conforme cresce, Zac vive um romance com uma amiga, para tentar enquadrar-se ao permitido e fugir de seus desejos por “coisas de meninas”. A homossexualidade do rapaz é percebida, mas não aceita pela família – principalmente pelo pai. O orgulho viril masculino de ter concebido cinco filhos homens não pode ser atacado nem desconstruído dessa maneira. A dependência química de Raymond, irmão mais velho de Zac, é mais facilmente aceita pelo pai do que o desonroso filho homossexual.
“Há dois tabus aqui em casa. Eu e Raymond.”, diz Zachary. Poderia ter dito: “as drogas e a homossexualidade”, mas ao personificar e, conseqüentemente, fundir o tabu às respectivas personas estampa um significado de irreversilibidade e aceitação dos fatos e características intrínsecas aos dois. Caberia, então, a todos, lidarem com o que não tem remédio.
A relação do menino com a mãe também é emblemática, e caricatura as mães compreensivas e mediadoras dos conflitos domésticos. O filme ultrapassa o lugar-comum de famílias de classe média e suas crises burguesas quando Zac, num ímpeto, vai para Jerusalém buscando uma espécie de retiro e compreensão de si mesmo. Mas a escolha do lugar para a viagem é fruto de influência direta da mãe, católica fervorosa, que sonhava em conhecer a terra santa. É nessa terra santa, enfim, onde Zac vive uma paixão homossexual e se entrega – com o perdão do trocadilho – aos pecados da carne. Agoniado, telefona para a mãe. Ela sabe que é o filho ao telefone, bem como sabe da inquietude do menino, como bem o sabem sempre, as mães. Segue-se uma das mais belas cenas, quando Zac, descoberto, por fim, deixa o quarto e, no amanhecer, vislumbramos um corpo masculino, por fim, semi-coberto espreguiçando em sua cama.
O diretor consegue, ainda, transmitir beleza original e espontânea a cada cena. O figurino, os carros, o Canadá dos anos 1970, a capa de “The dark side os the moon”, álbum clássico pink floydiano desenhada na parede do quarto de Zac e a trilha sonora também composta de clássicos de Rolling Stones e dos já citados Bowie e Floyd são expressões muito bem desenvolvidas do momento histórico.
Saturday, January 13, 2007
O alumbramento do olhar para TV num domingo
Monday, January 08, 2007
A internet e o espetáculo (parte I)
Pois bem, o buraco é muito mais embaixo. Caímos no relativismo da discussão sobre o ser. Eu, particularmente, acredito que não somos; estamos. E, por estarmos, somos quase que polivalentes, ou multifacetados, ou divisíveis. É o constante estado de estar o responsável pela instabilidade de muitas mentes internéticas e perfis de orkut – vide os constantes ‘orkuticídios’ cometidos. Entretanto, a discussão entre o ser e o estar é convergente se comparada à já também exaustivamente discutida questão de regressão – à medida que desenvolvemo-nos – entre o ser/estar e o ter.
Li ontem na folha Mais! Um excelente artigo no qual o autor aprofunda essa digressão e faz-nos (de)cair: hoje, em nossa ocidentalóide sociedade, o que impera não é mais sequer o ter: é o parecer. Nesse sentido, completamos nosso esquema e a Internet torna-se extremamente lógica: é lá que criaremos nossas diferentes personas, é para lá que transportaremos nossas frustrações e as dividiremos e acharemos graça. É na Internet que as pessoas fogem da solidão e se masturbam simultaneamente diante de uma webcam. É lá que preconceitos nazistas, racistas e homofóbicos se espalham. Talvez a criatura tenha vencido o criador e, de fato, o homem tenha tornado escravo de seu caráter patético, o qual é devastadoramente inflado pela Internet.
Guy Debord escreveu, em 1992, um livro fascinante chamado “A sociedade do espetáculo”, no qual teoriza que “toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação”, e explica: “do automóvel à televisão, todos os bens selecionados pelo sistema espetacular são também armas para o reforço constante das condições de isolamento das “multidões solitárias”. Pá-bum: a internet, o espetáculo.
Wednesday, October 04, 2006
Tilin
Tenho dúvidas se cai pela física,
metafísica
ou patafísica.
Se alguém o puxa,
se eu me desvencilho,
se vários o puxam,
se é o vento que venta que o faz deslizar.
Se eu me seguro,
seguro
ou se pulo.
No quase -
No escuro.
Monday, September 25, 2006
O mar e o sertão. Ou amar Lisbela.
Às vezes, não.
Pode corresponder a dizer 'bom dia', e isso não precisa ser, necessariamente, coisa de tia. Ou coisa de quem mente. Ou exagera o sentimento, ou o que tem em mente.
Pode sentir que ama e não dizer, pode amar o sentir e não dizer! Porque a partir do momento em que diz e personifica, puf! a palavra vira pessoa e Pessoa que é amor é rara de encontrar. Pode atá existir várias Pessoas, mas algumas nem amam. Outras se amam. Outras ignoram.
Enfim, o dizer é por vezes desnecessário.
Parodiando o príncipe (muito estudado por mim nesse semestre!), o essencial é inexistente nas palavras.
Saturday, September 09, 2006
Roda viva
Nesses dias, tudo basta. Tudo completa, ou se completa.
Eucompletovocê.
Friday, August 25, 2006
A borboleta voou (como na cena do Patch Adams)
Será que se a gente tiver um sonho bem denso e passível de realidade, a efemeridade da nossa vida diminui?
Efêmera assim, a vida.
Praticamente se desmancha no ar.
E quando você percebe que não vai mais poder conversar futilidades e amenidades com alguém, já é tarde demais pra ter vontade de fazer com que a pessoa sinta-se bem e saiba o carinho que vc tem por ela. Será?
Ainda assim, eu não compreendo. E ainda acho que é uma pena, e é triste.
Só espero que ela pense o contrário e esteja melhor agora.
Wednesday, August 23, 2006
[Ela está pensando.]
Saturday, June 24, 2006
A vida inteira que podia ter sido e que não foi
É, perdi.
(batata)
Logo ele.
Logo eu.
Pra nunca mais.
E saudade entra e faz morada no meu peito.
Saudade do que podia ter sido e que não foi.
Sunday, May 28, 2006
A chuva que (não) limpa
E nem adianta a brincadeira, eu sei que a tarde inteira eu vou pensar em você.
De repente na janela, as gotas verde-e-amarelas se fundem e me confundem, e delas eu vejo uma flor.
E vejo que foram meus olhos criadores da confusão:
As lágrimas me deixaram, do verde-amerelo a desbotar, criar a flor - da ilusão.
Monday, April 17, 2006
Dá licença, seu moço, que a poesia vai passar.
Já me senti assim também, no vai-e-vem das marmeladas políticas e das fotos peladas das crianças raquíticas morrendo de fome enquanto dizem 'amém'.
Amém pra uma promessa qualquer, porque quando não se tem esperança o jeito é entrar na dança e tentar pôr na balança o sonho, o olhar e a comida pra matar (todos os tipos de) fome de criança.
Chega uma hora, enfim, que essa esperança equilibrista quase cai, e a gente sente que o 'sim' é que não vamos ouvir mais...
...mas é porque nós é que não somos mais crianças, a ponto de não mais sentir a dança que não é a da solidão, mas a que diz que basta usar o coração pra se entender que viver é sentimento, e não é pra ser descontentamento.
"De graça, o povo não quer mais injeção na testa. Cansou de ser testado, pisoteado e humilhado. Sabe que não é a cabeça de um que comanda a vingança contra muitos."
E aí eu acordei.
Tuesday, February 21, 2006
Um a menos
Imagina só. A filosofia.
Sempre que acordar, um a menos.
Sempre que for dormir, um a menos.
Sempre que beijar, um a menos.
Sempre que se decepcionar, uma a menos.
Sempre que...
Imagina só.
Nem um fio de cabelo. A mais. Ou a menos.
Nem um choro na madrugada.
Nem uma confusão entre as vidraças do carro em dia de chuva e seus olhos
(é o vidro embaçado!)
Nem uma mão sobre o seu ombro com a força certa pra te manter perto do chão
(eu disse perto. Porque se voa, ah, como se voa ao som dos não-metais)
Nem um 'olá' a mais.
Ou a menos.
(eu, hein!)
Tuesday, January 31, 2006
Repeteco
De repente estar num barco tornou-se tão mais agradável... E ir onde o vento me levar não é mais indício de desespero. Apesar que desespero nunca foi; nunca nem te disse que fora de olhos tão abertos. Sei que assim falando pensam que essa confusão é moda em 2006, mas eu quero mesmo é correr e abraçar e beijar todos vocês.
"Quando vejo o mar
existe algo que diz
que a vida continua
e se entregar é uma bobagem"
Legião Urbana
Tuesday, December 27, 2005
Sereníssima

Felicidade.
É o que permeia minha mente, meus momentos e pensamentos.
Parece um campo, como uma aura estendida, ao meu redor.
É o que o famigerado fim de ano faz comigo.
Sempre.
E eu gosto.
"Ela pensa em casamento
e eu nunca mais fui à escola.
(...)
Eu tomo uma coca-cola
e ela pensa em casamento!"
(Pra quem pensou que teria algo mais profundo, sinto se não vê a profundidade nas coisas mais vãs e humanas - ou quem sabe essenciais e quase que divinas. Divinamente humanas. Essencialmente vãs. E assim por diante. )
Tuesday, December 06, 2005
Maria Rita, 'juízo e Carnaval'

"Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
e um pouco mais real"
Foi assim que começou, e eu sentia meu coração acelerar.
A cada nota mais escancarada eu arrepiei.
Meus olhos marejavam quando ela dizia que queria ver o pai. E quando pedia pros olhos da morena bonita esperarem, que ela estava chegando já. (E eu acredito que estava, mesmo).
Gostou (e gostei) da ciranda que fizeram, pro mal virar pro bem e pro não virar pro sim.
Meus pés passaram a ter vida própria, principalmente quando ela dizia pr'eu abrir meus armários, que ela estava a me esperar e que queria fazer da nossa voz uma só nota.
Mas ficaram mais independentes ainda quando ela se descabelava, indagando se tinha sido só amor ou medo de ficar sozinho outra vez. Eu também bradava dizendo que a chuva já tinha passado, e eu mesma tinha cuidado de secar.
Disse que era de canto que iria chegar. Mas ela já tinha chegado (de canto, com canto, no canto, é verdade, mas já tinha, oras!). E nem precisou cantar seu encanto pra me encantar; eu me encantei com tudo e com qualquer coisa sobre ela.
Foi embora. Mas depois voltou pra rir de alguém que não era de nada e vivia de cara amarrada, e perguntar onde é que estava o amor dela.
Foi de vez.
É que a noite chegara fazendo frio.
(E ainda bem que não me deixaram sentada na poltrona no domingo seguinte.)
