Saturday, March 10, 2007

"Meu grito inimigo é: cê foi mó rata comigo"

Ratos permeiam minha mente. Talvez somente pelo lirismo, talvez pela sua comedida situação de estar só no mundo e mal-viver. Talvez pelo desprezo que sofrem e pelos caminhos que, ébrios, traçam e seguem à risca, a esmo. Esmola é o que ratos não pedem. Dependem, quiçá, do desprendimento alheio. Ouvidos atentos, tosados, pelados, olvidos do mundo. Domésticos, quase, nesta semi-pós-modernidade difusa, perversa, invertida, atordoada. Doada até os dentes por aqueles que não têm valor. Loucos, trapezistas, equilibristas oscilantes ante a vida e perante a esperança e a desgraça. Graça. Graça de manipular, de pular e mergulhar e tecer os meneios dos impunes hospedeiros. Eiras e beiras, bancos pra que te quero! Esmero meu, nosso, vosso, e bendito é o fruto da macieira àquele de eira, ao sem beira. Beirando a estupidez segue-se, seco e arrogantemente rumo ao quintal. Tal é a música a ser dançada; exigem-se rodopios, frevos e lambadas. Mais nada.

3 comments:

Bruno said...

Arrume ratoieras.

Bruno said...

Fugir do problema é subir no banco.

Tomaz said...

haha, to eu aqui em casa ouvindo um somzinho... fui ouvir o tal novo CD do Caetano e não é que a Stella me adiantou um refrão bacana?
hahah, você é de mais menina