Tuesday, July 17, 2007

Catando a poesia que entornas no chão

Se, para além de manter-nos, os sonhos nos desenham possibilidades a serem vasculhadas, e, bolhas de sabão que são, a nos rodopiar nos confundem, o que resta é entrar na roda de dança. Cirandear, como crianças. Perguntar, com a esperança de ser ouvido e a crença na resposta, a construir verdades imaginadas, roubadas e desvendadas. Vendavais desconseguem assustar àqueles que têm suas certezas amparadas em bases frágeis não-fixadas; pode-se começar por qualquer canto onde haja uma restinha de sol. De sol. Bom dia.

6 comments:

Sydão said...

O sonho é algo pra mim tão infantil.

E tão necessário.

Ou terei de minhas bases um mar de tédio.

Bravo!!

Edmundo said...

E a noite, também não é bonita?

Anonymous said...

O título não é uma frase de uma música do Chico?

c. etheriel said...

esperança...
se duas almas não se encontram nunca,
toda comunicação é milagre. confie.

Tomaz Amorim said...
This comment has been removed by the author.
Tomaz said...

cantar e sol?
não é fácil cantar em qualquer brechinha de Sol? não há quem cante, inclusive, sob a Lua ou sob o Oceano ou sob as estrelas, Stella?
como cantar quando não há voz? mais, como seria, eu pergunto (e o segredo de todo o homem, literatura e poesia do mundo está nesta resposta), o grito de uma borboleta?