Sunday, February 12, 2012

da fruição


durmo, acordo e
te beijo
nessa ordem:
em fogo e paina
a vida flui.

não sonho e não
se inundam meus olhos quando
te sinto os lábios nos meus:
em febre e letargia
a vida paira.
em café, sons, pudores.
acordo em sebo e não é teu corpo
não é teu corpo em meu tato e
sei numa virada brusca:
é
afogar e logo
a vida plana.

movimento-me
por me saber tua
numa desordem qualquer
logro-te um afago:
a vida flui.

3 comments:

Andrea de Lima said...

salvei no meu computador, porque entrou na lista dos meus poemas prediletos do mundo. quanto cuidado e pureza. lindíssimo!

Stella said...

puxa, dea, fico muito feliz!!! eu tenho um carinho especial por ele, também, é um de que gosto muito. :)

( the girl fucking Mia ) said...

Foi este que eu gostei. "Panta rei". Achei muito linda delicada a forma como você escreveu um momento tão simples, principalmente na segunda estrofe.

"sei numa virada brusca:
é
afogar e logo
a vida plana."

Lindo, lindo, lindo isto. ♥