Sunday, October 17, 2010

solidão, palavra

é madrugada quente e abafada aqui na cidade. não tenho uma janela alta pra me perder na luz dos faróis, enebriada com seu cheiro. o calor nãoé tanto a ponto de pedir um banho frio, não, mas é isso que me proponho. banho frio, água na cabeça, passadas as horas difíceis do cair da tarde. banho frio que é pro calor escorrer pescoço abaixo e empoçar nos pés, que é pra ver se você também sai um pouquinho só um pouquinho de mim, e toma forma de alguma outra coisa que não a dessa solidão ingrata. e aí nem adianta, porque é um tal de lembranças e pessoas e memórias e saudades que me compõem... por quê é que as saudades, quando vêm, embolam tudo e se manifestam no quente da lágrima que a gente nem sabe o dono?

1 comment:

Diego Alencar said...

Lembra o diluir? Pois é, por enquanto plágio da Hilda.

E perseguido és novo, devastado e outro.
Pensas comicidade no que é breve: paixão?
Há de se diluir. Molhaduras, lençóis
E de fartar-se,
O nojo. Mas não. Atado à tua própria envoltura
Manchado de quimeras, passeias teu costado.
O Nunca Mais é a fera


diegoige04@gmail.com